Radio Frequency Identification – Identificação por Radiofrequência – RFID

  A empresa de automação para o mercado de saúde entende que tradicionalmente, todas as atividades relacionadas à logística hospitalar têm como objetivo fornecer à equipe de saúde os suprimentos necessários para cobrir as necessidades dos pacientes, independentemente da situação, portanto, a adoção de novas tecnologias para contabilizar o estoque certo, ciclos de reposição oportunos, fluxo rastreável de itens e consumo adequado por paciente é justificada.

  Algumas pessoas podem ainda se confundir ao ouvir sobre a utilização de RFID na saúde, basicamente, essa é uma tecnologia que tem sido cada vez mais utilizada na área médica. Diversas são suas vantagens, sendo esse o motivo de já estar sendo empregada no Brasil e no mundo. Artigos e dissertações a respeito do assunto não faltam para garantir sua eficácia.

 

 

      Trata-se do RFID, sigla inglesa para Radio Frequency Identification, traduzida para Identificação por Radiofrequência. O sistema consiste em uma base transmissora, que funciona como leitora, e uma etiqueta que pode ser aplicada em medicamentos e materiais médicos hospitalares, que emite o sinal resposta contendo a informação.

      Os diversos usos do RFID não surpreendem, pois tem justificativa em suas vantagens, sendo elas:

  • Velocidade de Leitura: comparado a um código de barras convencional (linear) Bidimensional, para que seja feita a captação da informação em RFID o tempo necessário da leitura é realizada em microssegundos e processada em milissegundos, tornando processos mais ágeis.
  • Tamanho: Tags de RFID: com tamanhos diversificados, permitindo a aplicação em casos onde outros sensores não conseguiriam ser aplicados.
  • Custo-Benefício: embora as leitoras tenham um custo adicional, as tags possuem modelos que custam centavos, sendo instaladas de forma mais fácil em ambientes hospitalares. E as diversidades dos tipos de tags, possibilitando uma aplicação especifica para cada diferente procedimento.
  • Capacidade de Leitura:  o RFID possui também o diferencial de que diversas tags podem ser lidas de forma simultânea, não sendo necessária a identificação um a um de forma manual.
  • Distância para Leitura: também em vantagem a outros sensores, a tag RFID varia de distância na qual a leitura é permitida, entrando na casa dos metros. O que diferencia é se as tags são ativas ou passivas.

      Não é novidade nenhuma que todos os produtos disponíveis no mercado ficarão cada vez mais inteligentes. Uma prova disso é o conceito de IoT — Internet of Things ou Internet das Coisas em português. Esse é um dos pilares da Indústria 4.0, ou a Quarta Revolução Industrial, onde a tecnologia RFID está ligada ao conceito IoT nos quesitos de segurança e rastreabilidade.

     No ambiente hospitalar, a fim de trazer praticidade e segurança a um setor tão importante, a utilização do RFID na saúde aparece, portanto, como uma ótima maneira de melhorar ainda mais o bem-estar da população.

    Um bom exemplo disso são os itens utilizados para hemodinâmica, que devem ser estocados e manuseados cuidadosamente, assim como descartados. A situação também ocorre com medicamentos, prontuários médicos e demais itens presentes em um hospital.

    Para isso, a utilização de etiquetas “tags” de RFID torna o trabalho muito mais simples, eficaz e seguro. Com ela, é possível diminuir índices de perdas, erros de controle, lançamentos em contas e logística de suprimentos com a real necessidade, e o monitoramento em tempo real do estoque/movimentações a distância.

    RFID é capaz também de enviar sinais sem fio automaticamente e sem intervenção humana, potencializando assim a diminuição de erros humanos, aumentando a eficiência e confiabilidade das informações.

   Combinar o uso da RFID, PDA e computação visando reduzir erros durante a distribuição de suprimentos médicos:  Conclui-se que sistemas com RFID são mais eficientes que aqueles que usam código de barras, bem como o uso conjunto do RFID com PDA reduz erros humanos de operação com produtos. (Cheng e Fan (2013)).

    Não é a toa que o RFID vem crescendo no mercado, seja em aplicações já consolidadas ou em frentes de inovação. O chamado código de barras inteligente chegou para ficar, e hoje em dia diversos setores do mercado competem para que sua aplicação seja eficaz trazendo assim melhorias e avanços em suas mercadorias e serviços.

     O equipamento Dispensário RFID para o uso de RFID em hospitais permite um melhor controle e a customização de acordo com a demanda, oferecendo uma melhor gestão de itens, além do uso para controle de medicamentos e armazenamento de materiais ao longo de toda cadeia de suprimentos. Percebe-se que no Brasil o uso da tecnologia RFID não está muito difundida, e ainda possui um grande campo para ampliação. No total, 30% dos hospitais já possuem RFID para controle de estoques, ainda há 70% que devem buscar uma solução.

Dr. Leandro Ferracini – Consultor de automação de farmácia

Eng. Christian Shikanai  Feliciano –   Engenharia  Mecatrônica – Especialista em automação e robótica

Referências bibliográficas:
 – Fluxo Consultoria 2022
–  O Uso da RFID em Sistemas Hospitalares: Uma Análise de Periódicos Internacionais 2019 (Editor Responsável: Prof. Dr. Hermes Moretti Ribeiro da Silva) GEPROS. Gestão da Produção, Operações e Sistemas, v. 14, nº 2, p. 55 – 74, 2019.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem não é do ramo, é difícil entender essa dificuldade, mas o RFID na saúde é extremamente útil no manejo de itens hospitalares. De fato, são diversos os materiais que precisam ser controlados dentro desse ambiente.

    As mudanças são determinantes para a credibilidade e confiabilidade das atividades, trazem maior segurança tanto para os pacientes, quanto para os colaboradores e para a instituição.

    Observar e pontuar discordâncias podem determinar não somente o trabalho realizado, mas podem interferir na imagem das instituição, na sua receita e na qualidade do atendimento ao paciente que é o principal motivo da existência das instituições de saúde e deve ser considerado desde a entrada no hospital até o final do seu atendimento que se dá com a apresentação da conta hospitalar.

      O sucesso deve ser direcionado para o objetivo principal que é o cliente. A transparência nas relações assim como as parcerias estabelecidas entre as partes, promove um crescimento mútuo e longínquo, que sustenta qualidade prestada e segurança assistencial e administrativa, que o âmbito da saúde tanto necessita.

     Leandro T. Ferracini

Referências Bibliográficas:

  • Associação Brasileira De Normas Técnicas. Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos ABNT NBR ISO 9001:2008. 2. Ed. Rio de Janeiro. ABNT, 2008.
  • Feldman, LB; Gatto, MAF; Cunha, ICKO. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação.
  • Revista Latino-americana de Enfermagem, São Paulo, v. 18, n. 02, p.214-219, Abr/Jun. 2005. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ape/v18n2/a15v18n2.pdf>. Acesso em: 31 jan. 2011.
  • Revista Brasileira Farmácia Hospitalar Serviço Saúde 2018; 9(3):e093.003 (Sabrina Beal Pizzato)
  • Fanning L, Jones N, Manias E. Impact of automated dispensing cabinets on medication selection and preparation error rates in an emergency department: a prospective and direct observational before-and-after study. Journal of Evaluation in Clinical Practice, 2016, 22: 156-163.

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